27 de junho de 2011

Diario 36?!

Da Realidade?
Nunca me pergunte sobre a realidade.
Pergunte-me a respeito o Sol,
Da Lua, dos Elementos,
Sobre o Mar, sobre o Ar...
Sobre Amar!
Coisas únicas para mim e
Completamente fora a parte da realidade
São delas e apenas delas,
Repetidas e continuas vezes
Que sei falar.

Márcia Alcântara
Noite gelada, coração aquecido, inverno de 2011

25 de junho de 2011

Diario 35?!


Há temores que insistem,

Insistem em voltar...
Batem em minha porta
E eu tento não me importar.
Mas, acabo de me lembrar
Que deixei, sem querer,
A janela dos fundos entre aberta
Para entrada de ar.


Márcia Alcântara
Inverno 2011, sem mais nada a acrescentar.

23 de junho de 2011

Diario 34!?


Acordei hoje com o som do Sol batendo na janela do quarto pedindo para entrar. Levantei-me, devagar. Abri a janela e o Sol atravessou meu corpo numa velocidade indescritível. O que senti foi também, indizível.

O ar lilás que respirava neste momento me trouxe um pensamento muito interessante e vulgarmente doido, assim como eu e meus devaneios. Assim como o Sol atravessou meu corpo, tão rápido, imagino que seja a alegria em minha vida. Tenho momentos tão rápidos, indizíveis e indescritíveis, que as vezes me estranho quando tenho que deles falar.

A velocidade com que passa os fatos bons por mim é tão rápido que por vezes nem me dou conta de que eles chegaram. Mas, pensando por outro lado, quando os sentimentos ruins invadem meu finito ser, os fatos irrelevantes e as tristezas também são. Quando o raio da felicidade, da alegria e do amor atravessa todo meu corpo deixando-me quente, assim como os raios de Sol da manhã, esses momentos se tornam, simplesmente, inesquecíveis.

Da alegria ligeira e rápida, me lembro com doçura e carinho. Da tristeza duradoura, não me lembro da ultima. A tristeza é sim, finita, assim como meu ser, como meu tempo...
Ainda tenho muito a aprender...nada sei da certeza, nem mesmo quem ela é.

Márcia Alcântara
Manhã de inverno ensolarada de 2011.

29 de maio de 2011

Diário 33?!

Sabe, eu sempre me espelhei no lá, me esqueci completamente de aqui. Agora a vida me mostrou as cores do aqui. A Lua não é mais um queijo, e uma magia que me fascina, de vareta qualquer, o incenso me é ar, fogo de labareda da morte, me é o fogo do prazer, a água gelada, é o mata cede e que me banha antes do perfumar, a terra de chão, é meu mundo, meu plano liso e tranqüilo...


Nem sempre tudo é o que parece que é, ou que parecer ser como dizem, ou como quiser. Eu quero assim, pode vir que o eu esta aqui, viva e vivendo o aqui e não lá, lá é legal, mas estou gostando daqui. Não queira me levar, eu sou daqui, sou de lá, desde que eu queira ir.

Preciso rir...



Márcia Alcântara
Noite de inverno de 2011, a muito eu nada dizia, mas agora e por enquanto, quero dizer...a flor da pele...

21 de abril de 2011

Diario 32?!

Eu escrevo quando deixo de ser quem esperam que eu seja.

Por hora estou sendo o que todos imaginam que eu deva ser.
Parece que estou enganando a mim mesmo deixando de lado minha ternura, minh’alma fraterna, minha alegria, minha postura singela. Ando sem filosofia, sem magia, mas em harmonia com os outros diferentes a mim.
Por hora sou o que desejam que eu seja. Escrevo pouco e engano-me bem. Me sinto feliz. Felicidade passageira, mas o que não é passageiro, não é?

Márcia Alcântara
Outono quente, Lua escondendo-se no céu do que dizem ser o ano de 2011.

15 de abril de 2011

Diario 31?!

Hoje, assim como todos os outros dias, eu acordei, abri a janela e vi o Sol despontar, e diferentemente que os outros dias fiquei com vontade de escrever. Faz algum tempo já que não escrevo nada, não há uma periodicidade para que eu escreva, mas quando sinto que algo muito grave em mim esta acontecendo... Quando me refiro a algo grave, digo a respeito de um aperto no peito do qual não consigo me livrar. Escrever parece ser minha melhor pílula, minha melhor saída... e há muito eu não tinha esse sentir.

Ando sentindo algo estranho, indizível e indescritível. Achei conveniente chamar de saudade esse sentimento que anda doendo. Claro que outros me doem e outros me trazem alegria e felicidade, mas como disse esse não tenho conseguido explicar e menos ainda entender este de agora.

Tento imaginar como curar esta saudade. E a maior tristeza foi me deparar com uma resposta negativa: não pode ser curada. A saudade é curada com um encontro, com um beijo, uma aperto de mão, um carinho, um afago... mas a saudade que sinto não poderá ser assim curada. Não terei um encontro, não terei um beijo, nem aperto de mão, carinho e afago, ainda menos, a sua benção então! Nunca mais!

Então escrevi para me sentir melhor, quem sabe palavras seja algo mágico que alcance em ti o que eu não consigo alcançar, não sei se você sente saudades de ai onde esta, mas quero que saibas que sinto aqui e não posso curar e quem sabe se você sentir, estas palavras curem ao chegar ai.


Márcia Alcântara
Outono de saudades 2011.

1 de abril de 2011

Diario 30...

Hoje eu precisei escrever para dizer o quanto me sinto cansada. Quem sabe se estas escritas não descansam minha mente, meu coração...


O mês que passou me foi exaustivo, alegre, triste, de fins e começos...de alegrias e profundas tristezas, há tristezas, que deixaram saudades incuráveis. Pois é, este me foi o mês que passou, onde pouquíssimas vezes consegui sentir o calor do Sol e a luz da Lua em minha pele, e que pele, que hoje já não parece a mesma de tempos passados.

Mas o que são os tempos passados, e o que são os tempos de daqui a pouco? Não eu não sei. Em minhas andanças e em minhas descobertas descobri tão pouco que sei ainda menos que hoje.

Espero que os futuros dias me sejam de harmonia, mas não muita,  para que eu não fique exausta do nada. Espero que a alegria me agarre e me beije lentamente. Saudade e tristeza, recebam de mim um abraço fraterno e um beijo molhado com as lágrimas que escorrem pelo meu rosto, um afago de carinho e sigam seus caminhos, mesmo sabendo que nossos caminhos, é um só.

Assim eu termino este escrito, agora bem mais leve por entender o que se passa em mim e o que passa ai, do lado de fora de mim.



Márcia Alcântara
Agora o relógio bate 19:51 do Outono de 2011, com a maioria dos planetas em Áries, o que pode estar me causando tanta confusão com sentimentos tão aflorados e aquecidos.